Chamem o corpo de bombeiros!, chamem o exército!, alguém me salve por favor! Eles nos estão bombardeando novamente! SIN (super impact nuke): míssil de super impacto!

No caminho da perdição... Após um estranho rumor, não mais estranho que esses caras, que Mona e Andy haviam morrido num acidente de avião, eles decidiram, pelo que devemos agradecer, produzir um EP de 5 faixas, para provar que de alguma maneira eles ainda estão vivos, e em sua melhor forma!

O CD inicia com So Sad, uma faixa escura e misteriosa, onde os vocais esquisitos e melódicos perfeitamente preenchem as lacunas de uma soberba e hipnótica instrumentação – sim, no melhor estilo Sin. A atmosfera hipnótica prossegue em The Raven, criando-se uma textura que intensamente impregna o ambiente. Já não há lugar onde se esconder... Quando Der Rosmarien Baum entra, você já está em transe. Esta terceira faixa soa pra mim como uma música folclórica, uma ciranda como aquelas melodias infantis, fazendo companhia a um belo trabalho de batidas. A próxima música é The Game of Despise, desenvolvendo a atmosfera anterior a um clima influenciado pelo upbeat. Não, não é upbeat de fato, apenas apresenta influências disso. Na verdade é uma faixa lounge extremamente agradável. A última é um remix de The Raven, voltado a um semblante mais chill.

Outra coisa que merece ser considerada é o trabalho visual. O Sin sempre fez as mais bacanas capas e embalagens – fotos bem trabalhadas, vários detalhes, todos aqueles mini-flyers... Tudo isso, a melhor música e o belo lado visual, faz os CDs do Sin serem extremamente essenciais. E 'So Sad' não negou a tradição: é um álbum necessário na discoteca de qualquer trip-hopper.

"Pintou estrelas no muro / e teve o céu / ao alcance das mãos." Esse pequeno poema de Helena Kolody (uma grande poeta curitibana) é perfeito, a meu ver, para descrever o Sin. Eu não diria que eles são música, ao menos não apenas... Eles são algo além disso. São o alter-ego da beleza... E não tenha receio de dizer que eles são estranhos. Eles são e ninguém melhor que Sin sabe como extrair todo o brilho do que é estranho. Eles incansavelmente estabelecem novos paradigmas, novas maneiras de encarar a música, o mundo. Se você me perguntasse como deverá soar o trip-hop no futuro, eu lhe responderia: pecaminoso. Sim, eles são vanguarda e sabem exatamente o que isso significa. Antes de tudo, este é um mundo de pecadores... E se esta é a punição que pecadores recebem, serei eu eternamente um...

(mas relaxe..., todos os pecados serão perdoados...)

 

         EP: So Sad

         artista: Sin

         ano: 2003

         selo: Abuse Industries

         resenha por tripofagia

         setembro de 2003


a casa do pecado

 


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